segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2000 &12 Vem aí...Se o caos ambiental não acabar com a cidade; a política o fará!


Tempo ao tempo


O tempo 
Mário Quintana


 
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Olhai as aves do Céu...


 Ah! se o Beija-Flor pudesse falar


Não sou ave de cantar doces adágios

Nem sou ave de maus presságios.

Sou o símbolo da alegria e do prazer

Pois sou livre e passeio pelas flores em meu lazer

Dizem que sou o menor pássaro do mundo

E durante o dia me alimento a todo segundo,

Respeitando e observando as leis da natureza,

Enquanto o homem vai destruindo o universo com certeza.


O néctar das flores é meu alimento.

Como Deus é perfeito: ELE criou a flor para meu sustento

E também me deu uma língua comprida

Para facilitar o momento de sugar a comida.


Eu sou diferente de qualquer humano

Pois minha língua não é usada para algo profano.

Segundo os índios Americanos, sou um pássaro fiel...

E por isso o meu alimento é sempre doce como o mel.


Muitos humanos, por não guardarem a língua se alimentam com fel...

E diante dos outros eles fazem um triste papel

Pois eles estão sempre reclamando. . .

Eu sou um minúsculo beija-flor, mas a todos uns conselhos estou deixando:


Passe a se alimentar com flor

Uma vez que é o símbolo do Amor.

Quem sabe serão tiradas as pedras do seu caminho

Se aceitar o conselho deste seu humilde passarinho! ! !


Ainda dizem que o beija flor de rabo preto tráz mau agouro... 
para mim ele trouxe foi ouro.

(Se DEUS é por mim; quem me fará o mal!!!)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A clorofila que corre nas nossas vermelhas veias...


                            Carta do PT verde  para o PT rubro (de vergonha)
"O Brasil vive um momento de grande contradição na busca do desenvolvimento com sustentabilidade.
Inegavelmente, o governo do PT avançou numa visão socioambiental de País, conseguindo diminuir o desmatamento da Amazônia; constituindo um Plano de Mudanças Climáticas, com participação popular, via III Conferência Nacional de Meio Ambiente - que é hoje referência mundial; fortalecendo o Sistema Nacional de Meio Ambiente e organizando o Plano Nacional de Combate a Desertificação, o Plano Nacional de Recursos Hídricos, Plano Nacional de Áreas Protegidas, dentre outras ações estruturantes rumo à sustentabilidade do País.

Por outro lado, na atual conjuntura, tem permitido, quando não organizado, ataques às conquistas ambientais, como se elas fossem impedimento para uma nova onda de desenvolvimento que, a um só tempo, dê conta de gerar empregos e distribuir renda e preservar o meio ambiente.

Esses ataques, tendo como tropa de choque a bancada ruralista no Congresso Nacional, são liderados pelos Ministros da Agricultura e da Secretaria de Assuntos Estratégicos, e se dirigem fundamentalmente à legislação ambiental, em particular ao Código Florestal, mas não ficam por aí.

Outra MP, a 450, já aprovada, criou um precedente que pode favorecer a criação de novas Balbinas, já que altera a legislação que regulamenta as pequenas hidrelétricas, eliminando a restrição ao tamanho dos lagos, podendo assim descaracterizar as PCHs.

Apesar da situação adversa, a sociedade civil movimenta-se para reagir a estes ataques. Em recente Vigília em Defesa da Amazônia, milhares de pessoas se manifestaram em favor das conquistas ambientais. O Movimento Amazônia Para Sempre, um dos organizadores da atividade, conseguiu reunir mais de 1 milhão de assinaturas em favor da Amazônia que serão entregues ao Presidente da República no dia 04 de junho, em plena Semana do Meio Ambiente.

Pesquisa de opinião pública recém publicada afirma que 94% das pessoas estão favoráveis a uma posição mais dura em relação aos crimes ambientais. Movimentos ambientalistas, camponeses e dos povos da floresta têm se posicionado firmemente em defesa do meio ambiente, tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado e em outros espaços públicos.


O PT, partido que sempre esteve no apoio a estas lutas e inseriu em seu programa a defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, não pode ficar na contramão de sua própria história. As memórias de Chico Mendes, Paulo Vinhas, Margarida Alves e tantos outros que tombaram defendendo as causas ambientais não devem ser esquecidas.

O Partido dos Trabalhadores, seus parlamentares e o seu governo não podem passar para a história como os coveiros do desenvolvimento sustentável e nem dos avanços da governança ambiental do país.


Em Defesa do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável!

Pela derrota das MPs que atacam as conquistas socioambientais!

Pela retirada da proposta que modifica o Código Florestal em tramitação na Câmara dos Deputados!

Pela celeridade na tramitação das iniciativas legislativas que fortalecem a política ambiental brasileira e o Sistema Nacional de Meio Ambiente!

Estamos em alerta e em vigília permanente!"

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O alerta vermelho do nosso Piau...


O nosso legítimo e verdadeiro Piau Vermelho
 (Leporinus Copellandi flamingus)

O Rio Santo Antônio é um importante afluente do Rio Doce. Seus principais afluentes são: os Rios do Peixe, Preto do Itambé, Guanhães e RioTanque e sua bacia apresenta uma área de drenagem de 10.390 Km2 ou 13% da área total da bacia do rio Doce. 

Toda a bacia do Rio Santo Antônio ocorre dentro do bioma de Mata Atlântica e como toda a área deste bioma, a região de entorno dos rios tem sofrido bastante com um intenso processo de fragmentação florestal, significando, muitas vezes, a perda da vegetação ripária, apesar de sua preservação ser prevista na legislação ambiental brasileira.
Como consequência direta da fragmentação intensifica-se o processo de arraste de
material para a calha dos rios, resultando no assoreamento e no comprometimento da
qualidade da água (IGAM 2005).

Está sendo estudada a implantação de oito novos empreendimentos hidrelétricos na
Bacia do Rio Doce, sendo eles as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Sumidouro e
Quinquim, no Rio Santo Antônio, as PCHs Monjolo e Brejaúba no Rio do Peixe, as PCHs Jacaré, Senhora do Porto e Dores de Guanhães no rio Guanhães e a PCH Fortuna II no Rio Corrente Grande,.

Os estudos de avaliação de impactos ambientais realizados preliminarmente na bacia confirmaram a ocorrência de várias das espécies descritas por Vieira (2006), sendo elas, a pirapitinga (B. opalinus); o timburé (L. mormyrops); o surubim do Doce (S. doceana) e o andirá (H. weatlandii).
Além destas, o estudo também apontou a presença do piau vermelho (Leporinus
Copelandii flamingus), que também é uma espécie migradora exclusiva da Bacia do Santo Antônio.
De todas estas espécies, o piau vermelho merece uma atenção especial por parte do
empreendedor responsável pelas PCHs descritas acima, já que é uma espécie reofílica, que precisa se movimentar por longos trechos do rio para reprodução, sendo impedida pelas represas como ocorre no Recanto da Represa em Dom Joaquim, onde todos os anos na época da piracema pode-se ver espécies do piau vermelho pulando; tentando vencer o paredão da represa... Até pouco tempo
atrás, o conhecimento disponível sugeria que seu habitat compreendesse rios, com profundidade entre 0,5 e 1,5 m, contendo substrato arenoso e vegetação ciliar preservada, além de águas correntes, menos ácidas, claras e com alta concentração de nutrientes.


Espécie de piau de outros rios

Intrínseca à implantação de empreendimentos hidrelétricos está a substituição de
trechos lóticos por trechos lênticos, o que pode reduzir a disponibilidade de habitats
para uma espécie na bacia e as chances de sua manutenção, principalmente, para uma
espécie reofílica como o piau vermelho. Para a avaliação do real impacto dos empreendimentos sobre esta espécie, é necessário um estudo sobre as características do seu habitat e da disponibilidade desse habitat considerando a situação anterior e posterior à possível instalação destes empreendimentos hidrelétricos. Assim sendo, o objetivo deste trabalho é alertar sobre a destruição  das características do habitat utilizado pelo piau vermelho típico da região e predizer os efeitos da implantação dos empreendimentos hidrelétricos sobre a sua população.

De qualquer forma, mediante as condições atuais da bacia e as características
específicas dos habitats do piau vermelho legítimo, podemos dizer que um impacto talvez mais grave para a espécie esteja ocorrendo e pode aumentar gradativamente, se
nenhuma medida for tomada a tempo: a redução das áreas de mata ciliar ao longo de toda a bacia é um fato recorrente e em ritmo predatório. 

Durante todo o período de coleta, e ao final destes estudos, foi possível perceber que a vegetação ripária está relacionada à ocorrência do piau vermelho.Entretanto, esta se encontra bastante reduzida e, alguns impactos que podem agravar esta situação, como fogo ou pastagem de animais, pesca predatória, mimeração; são ameaças permanentes na região. 
Para a preservação futura se faz urgente a recuperação de trechos da mata ciliar, bem como, a diminuição de processos erosivos e assoreamentos. Assim, se a instalação destes empreendimentos ocorrerem e, associada a ela, não houver ações de recuperação e controle sustentável da bacia por parte do empreendedor como medida de mitigação, a médio prazo o piau vermelho, que é um dos peixes, termômetro para se saber a saúde deste rio, desaparecerá, haja vista que sua reprodução só ocorre em águas límpidas livre de poluição e com Ph equilibrado.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

QUEM NOS REPRESENTA? ??


Compromisso fraco

Historicamente, a atividade de mineração é a que tem mostrado o nível mais baixo de compromisso social e ambiental em comparação, por exemplo, com a exploração de petróleo. É um dos negócios onde os interesses de lucros imediatos mais flagrantemente passam por cima dos interesses públicos, como demonstram exemplos no mundo inteiro. É um dos setores mais conservadores e mais resistentes a ajustes ambientais. Esse comportamento está causando a extinção da indústria minerária nos Estados Unidos.


Fatores econômicos tornam os custos de recuperação ambiental menos suportáveis para essa indústria do que para a de petróleo (e até a de carvão mineral). São eles: margens de lucro mais baixas; resultados econômicos mais imprevisíveis; custos mais altos para restaurar o ambiente natural; poluição mais impactante e mais duradoura; menos capital para enfrentar essas despesas; e até mesmo qualidade inferior de mão-de-obra.


Por tudo isso, é um dos setores onde mais frequentemente os custos ambientais costumam ser repassados para a sociedade. Os contribuintes norte-americanos estão enfrentando, nos últimos anos, uma despesa extra de US$ 12 bilhões para limpeza e restauração ambiental de suas minas (Diamond, 2005).


Para se reduzir os grandes impactos da mineração, será necessário aumentar as exigências ambientais e a fiscalização, obrigando a mudanças no comportamento das mineradoras. Os preços dos minerais devem igualmente refletir o enorme custo sócio-ambiental da sua exploração, embora isso vá implicar no aumento do preço final dos produtos. Isso seria uma vantagem, ao contrário do que supõem os economistas, pois aumentaria a eficiência e diminuiria o desperdício no uso dessas matérias-primas.

Mas, assim, voltamos a um assunto recorrente: o atual nível de consumo da sociedade global é insustentável. Se desejarmos diminuir as profundas consequências da mineração, a par das medidas citadas e de muitas outras, precisamos controlar nossa síndrome consumista.


  DEMOCRATIZAÇÃO DA ÁGUA 
A atual política de uso das águas foi definida por um comitê, formado em 1993, para acabar com a briga sobre quem tinha direito a que nessa bacia hidrográfica. Esse modelo, pioneiro no Brasil, inspirou quatro anos depois a Lei das Águas, dando a possibilidade de criar em nível nacional um sistema que harmonizasse os diversos usos dos mananciais – geração de energia, abastecimento da população e irrigação de cultivos. A Agência Nacional de Águas é o órgão do governo federal responsável pela gestão dos recursos hídricos no país. Esse trabalho é conduzido em parceria com os Comitês de Bacia, que se espalharam no Brasil, após a nova legislação. Os comitês reúnem representantes da sociedade civil em cada região para sugerir iniciativas para preservar os rios e evitar conflitos.

A atual legislação reconhece os vários usos para a água e determina que a prioridade seja sempre para o abastecimento humano e animal. 


Se houver ( e certamente haverá) contaminação pelos vários produtos altamente tóxicos usados no refino do minério de ferro, nas águas do Rio do Peixe; todos nós teremos recursos suficientes para bebermos água mineral?

Vil metal





Qual é o preço da destruição?

Qual será o legado às futuras gerações?


Tudo tem seu preço...?

O látego da história para os vendilhões entreguistas!!!

Minha Consciência não tem dinheiro que pague!!!

 Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...


Desembucha: PEIXUXA...

Peixes
BigFish
Peixes são iguais a pássaros
Só que cantam sem ruído
Som que não vai ser ouvido
Voam águias pelas águas
Nadadeiras como asas
Que deslizam entre nuvens
Peixes, pássaros, pessoas
Nos aquários, nas gaiolas,
Pelas salas e sacadas
Afogados no destino
De morrer como decoração das casas
Nós vivemos como peixes
Com a voz que nós calamos
Com essa paz que não achamos
Nós morremos como peixes
Com amor que não vivemos
Satisfeitos? mais ou menos
Todas as iscas que mordemos
Os anzóis atravessados
Nossos gritos abafados.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Minha iniciação: Amor ao Meio Ambiente e ao Raulseixismo...(tinha 5 anos)...

 

 

Peixuxa

Raul Seixas

Entra pelas portas do fundo
Do Oceano Atlântico um cara
De baleia, terno e gravata
Seu nome é Peixuxa,
É amigo dos peixes
É gente e respira debaixo do mar
Mar, mar, mar
Ma, ma, ma, ma, mas sempre com um charuto na boca
Vai andando debaixo d'água
Vai até o mediterrâneo
Pois tem um encontro com hora marcada
Com a lua cheia para um lindo jantar
Tem gente estranha por debaixo do mundo
Tal qual Peixuxa, baixo, gordo, salgado
Tem gente estranha trabalhando nos fundo
Que não é peixe mas não morre afogado
Do, do, do, do, do, do
Ele é cordial com os peixes
Dá bom-dia quando é de dia
Boa-noite quando é de noite
E se não é de dia e se não é noite
Peixuxa, amavelmente, dá "maresia"
Seu Peixuxa antigamente
Foi chamado de Deus dos mares
"Inda" guarda em casa um tridente
E quando eu olho
O mar com petróleo
Eu rezo a Peixuxa que ele fisgue essa gente...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Novo Código de devastação ambiental



Estamos em um momento crítico. Dia (17/11), foi apresentado na Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal o texto do relator, senador Jorge Viana. Em seguida, o projeto de reforma do Código Florestal seguirá para votações.
E por que devemos nos preocupar com isso?

As mudanças propostas no projeto de reforma do Código Florestal trazem, claramente, prejuízos e impactos para comunidades florestais, rurais e urbanas, ecossistemas, florestas, biodiversidade e para a própria agricultura, que depende de solo, água e clima para ser produtiva. É possível a agricultura aumentar sua produtividade sem que haja novos desmatamentos. Para isso, é preciso investir na recuperação de áreas degradadas.   

Não podemos permitir que o projeto de reforma do Código Florestal promova desmatamento, destrua ecossistemas e coloque em risco a integridade de nossas florestas, dos nossos recursos hídricos, com consequências para toda a sociedade brasileira.

O vídeo "Código Florestal" mostra de maneira simples - mas contundente - as trágicas consequências do desmatamento para a vida das pessoas, tanto no campo quanto nas cidades.
Ajude-nos a disseminar esse vídeo para o maior número de pessoas possível, por meio de blogs, link em seus perfis das redes sociais, ou mesmo conversando sobre o assunto em casa, no trabalho e com amigos. http://www.youtube.com/watch?v=yxTv5yhUacM&noredirect=1

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Olha o progresso aí gente!!!



Metas morfóbicas


Quando o medo puxava lustro à cidade
eu era pequeno
vê lá que nem casaco tinha
nem sentimento do mundo grave
ou lido Carlos Drummond de Andrade
....................................
mas agora       morto Adamastor
tu viste-lhe o escorbuto e cantaste a madrugada
das mambas cuspideiras nos trilhos do mato
falemos dos casacos e do medo
tamborilando o som e a fala sobre as planícies verdes
a música é o brinquedo
a roda
e o sonho
das crianças que olham os casacos e riem
na despudorada inocência deste clarão matinal
que tu
clandestinamente plantaste
aos gritos

E nas quatro costas
do horizonte reacionário das paredes
uma exatidão de féretro tem precisamente
as passadas infalíveis dum recluso.
E a vida
a injúrias engolidas em seco
tem o paladar da baba das hienas uivando
enquanto no dia lúgubre de sol
os jacarandás ao menos ainda choram flores
mas de joelhos o medo
puxa lustro à cidade
ardem cidades. ardem palavras. inocentes chamas
que nomeiam amigos, lugares, objetos, arqueologias.
arde a paixão no esquecimento de voltar a dialogar com
o mundo. arde a língua daquele que perdeu o medo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

PatchaMama tenha piedade de nós!






















Prece Xamã

Meu avô é o fogo
Minha avó é a água
A Terra é minha mãe
O Grande Espírito é meu pai
O Mundo parou quando nasci
E se colocou aos meus pés
E eu irei engolir toda a Terra
Quando morrer
Assim a Terra e eu seremos um só
Salve o Grande Espírito, meu pai
Ninguém existiria sem ele
Porque não haveria a vontade de viver
Salve a Terra, minha mãe
Sem a qual o alimento não poderia ser plantado
Salve a Ventania, minha irmã
Pois ela nos traz a amorosa e fecunda chuva que nos alimenta assim como alimenta nossas plantações
Salve o fogo, meu avô
Pela sua luz, pelo seu calor e o conforto que ele nos traz
Salve meus pais e avós
Sem os quais
Nem eu
E nem você
E nem ninguém
Poderia existir
A Vida dá a Vida
Que dá a si mesma
A promessa de uma nova vida
Salve o Grande Espírito, a Terra, o vento, o fogo
Honremos com toda força os meus pais
Pois eles são os seus pais também
Ó Grande Espírito, que me deu a vida
Por favor, aceite esta oração como uma humilde oferta
Esta oferenda de devoção
Esta honesta reverência do meu amor por vocês.


Aqui se faz aqui se paga...


 

 Eu vós amo; mas posso te destruir...

 

 

 

 

 

      O homem desde o princípio se enobrece com suas descobertas e com sua racionalidade que o diferencia dos demais seres vivos, porém o que temos que comemorar são as inúmeras vezes que sobrevivemos as forças da natureza. Diante delas demonstramos nossa fragilidade e ao mesmo tempo nossa capacidade de superá-las.

                                      A fúria da Natureza

 Cada canto do planeta é afetado pela fúria indiscriminada da Mãe Natureza. De deslizamentos de terra a tornados, de secas a inundações, as forças da natureza são algumas vezes imprevisíveis e indomáveis.
Na natureza ocorrem diversos tipos de fenômenos que fazem parte da geodinâmica terrestre, (vulcões, terremotos, tsunamis, furacões) responsáveis pela estruturação da paisagem. Mas, se ocorrerem ou se deslocarem sobre um sistema social, gera uma situação potencial de perigo a pessoas e bens. Caso haja o impacto, só será considerado como desastre quando os danos e prejuízos foram extensivos e de difícil superação pelas comunidades afetadas. Se não gerar danos ou seguir sua trajetória por áreas não ocupadas, o fenômeno volta a ser considerado como um evento natural.
Os desastres naturais são classificados em:
    • Meteorológicos: furações, tufões, tornados, ciclone;
    • Hidrológicos: inundações, secas, incêndios;
    • Geológicos: terremotos, maremotos, tsunamis, vulcões
Vejamos alguns deles:

                                                          Furacão
É um fenômeno que se forma nas águas quentes (temperatura maior que 27°C) dos oceanos tropicais, no Oceano Atlântico Norte, mar caribenho, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico, apresentando temperaturas altas no seu interior e ventos girando em sentidos opostos nos níveis próximos à superfície e em níveis altos, ou seja, cerca de 12 km de altura.
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=55WSsWNVBa8

                                                             Terremoto
É um fenômeno de vibração brusca e passageira da superfície da Terra, resultante de movimentos subterrâneos de placas rochosas, de atividade vulcânica, ou por deslocamento de gases no interior da terra, principalmente o metano. O movimento é causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia sob a fome de ondas sísmicas. A maior parte dos terremotos ocorrem nas fronteiras entre as placas tectônicas ou em falhas entre dois blocos rochosos.
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=s8ZoMmxtpbc

                                                                Tsunami
O tsunami é uma onda gigantesca, com velocidade acima de 800 km/h, produzida por erupção de vulcão ou terremoto no fundo do mar, desencadeando fenômeno no oceano com reflexo nas praias de todos os continentes. Possui alto poder de destruição quando chega à região costeira.
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=j9JDzBTwiig&feature=fvst
O vídeo é em inglês mas é possível compreende-lo.

                                                               Vulcão
É uma abertura na crosta terrestre, de formato montanhoso, por onde saem magma, cinzas, gases e poeira. Esta estrutura geológica é formada, geralmente, a partir do encontro entre placas tectônicas.
Quando um vulcão entra em erupção (em atividade) pode provocar terremotos e lançar na atmosfera grande quantidade de materiais magmáticos, gerando uma ameaça para as populações que moram próximas.
Os principais vulcões do mundo são: Etna (Sicilia), Monte Fuji (Japão), Kilauea (Havai), Krakatoa (Indonésia), Monte Pinatubo (Filipinas), Vesúvio (Itália) e El Chichon (México).
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=x6a18PMS9p8

Todos nós descendemos dos sobreviventes das grandes catástrofes pelas quais a humanidade já passou e que deixaram marcas profundas em nossa história. 
(veja.abril.com.br/especiais.../desastres_naturais/)
Existem outros fenômenos que podem assolar a humanidade com seus poderes de destruição, como por exemplo enchentes, secas, nevascas, etc. Muitos o homem pode tentar evitar ou ao menos se precaver, outros não há como evitá-los.


    Universo paralelo e antimatéria




    Os universos paralelos realmente existem?
    Algumas teorias matemáticas e físicas dão base para tal possibilidade.

    Isso é enlouquecedor e, mesmo assim, compreensível. Noções de universos ou dimensões paralelos, que se assemelham aos nossos, apareceram em trabalhos de ficção científica e foram usadas como explicações na metafísica, mas por que um jovem físico em ascensão arriscaria o futuro de sua carreira propondo uma teoria sobre universos paralelos?
    Com sua teoria dos Muitos Mundos, Everett precisou responder uma questão muito difícil relacionada à física quântica: por que a matéria quântica se comporta irregularmente? O nível quântico é o menor já detectado pela ciência. O estudo da física quântica começou em 1900, quando o físico Max Planck apresentou o conceito para o mundo científico. Seu estudo sobre a radiação trouxe algumas descobertas que contradiziam as leis da física clássica. Essas descobertas sugeriram que existem outras leis operando no universo de forma mais profunda do que as que conhecemos.
    Em um curto espaço de tempo, os físicos que estudavam o nível quântico perceberam algumas coisas peculiares nesse mundo minúsculo. Uma delas é que as partículas que existem nesse nível conseguem tomar diferentes formas arbitrariamente. Por exemplo: os cientistas observaram fótons - minúsculos pacotes de luz - atuando como partículas e ondas. Até mesmo um único fóton tem esse desvio de forma [fonte: Brown University (em inglês)]. Imagine que você fosse um ser humano sólido quando um amigo olhasse você e, quando ele olhasse de novo, você tivesse assumido a forma gasosa.
    Isso ficou conhecido como o Princípio da Incerteza de Heisenberg. O físico Werner Heisenberg sugeriu que, apenas observando a matéria quântica, afetamos seu comportamento; sendo assim, nunca podemos estar totalmente certos sobre a natureza de um objeto quântico ou seus atributos, como velocidade e localização.
    A interpretação de Copenhague da mecânica quântica apóia essa idéia. Apresentada primeiramente pelo físico dinamarquês Niels Bohr, essa interpretação afirma que todas as partículas quânticas não existem em um ou outro estado, mas em todos os estados possíveis de uma só vez. A soma total dos possíveis estados de um objeto quântico é chamada de sua função de onda. A condição de um objeto existir em todos seus possíveis estados, de uma só vez, é chamada de superposição.
    Segundo Bohr, quando observamos um objeto quântico, afetamos seu comportamento. A observação quebra a superposição de um objeto e o força a escolher um estado de sua função de onda. Essa teoria explica por que os físicos obtiveram medidas opostas em relação ao mesmo objeto quântico: o objeto "escolheu" estados diferentes durante diferentes medidas.
    A interpretação de Bohr foi amplamente aceita e ainda o é por grande parte da comunidade que estuda física quântica, mas ultimamente a teoria de Everett dos Muitos Mundos tem recebido muita atenção.
    Leia a próxima seção para descobrir como funciona a interpretação dos Muitos Mundos.

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Heiaaaaa progresso...


    Heia que eu vou chamar
    Ao privilégio ruidoso e ensurdecedor de saudar-te
    Todo o formilhamento humano do Universo,
    Todos os modos de todas as emoções
    Todos os feitios de todos os pensamentos,
    Todas as rodas, todos os volantes, todos os êmbolos da alma.
    Heia que eu grito
    E num cortejo de Mim até ti estardalhaçam
    Com uma algaravia metafisica e real,
    Com um chinfrim de coisas passado por dentro sem nexo.

    Ave, salve, viva, ó grande bastardo de Apolo,
    Amante impotente e fogoso das nove musas e das graças,
    Funicular do Olimpo até nós e de nós ao Olimpo.

    Melancolica melodia da multiplicação






    Claudney Alvarenga






    Um rio serpenteia montanhas saciando a sede do rebanho
    Nos seus cascos carregam um entardecer estranho
    O Rio que também é um peixe de brilhantes escamas
    Anuncia para o amanhã um terrível mar de lamas.


     


     




     
    Tudo tão já com hora e datas marcadas
    Quem é o mandarim que dá as cartas?
    Com a inocência de uma deslumbrada menina
    Compramos um pássaro voando nos céus da China.


     


    A fórmula da tristeza é água e sal
    Do pranto que pressente um grande mal.
    E vão se juntar ás águas do meu triste chorar
    Aumentando o volume dos tubos que vão para o mar.


     


     
    Para os capitalistas só interessa o progresso real
    Por que um coração humano e não de metal?
    Lágrimas derramadas só de diamantes
    Que não molha risca os olhos de vidros distantes.




     
    Mas as injustiças, as fomes, as sedes que habitam a cidade
    Serão para muitos uma caótica realidade.
    Poderão ser resolvidas “vagamente”
    Sufocando com o vil minério nossa pobre gente.