sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Minha iniciação: Amor ao Meio Ambiente e ao Raulseixismo...(tinha 5 anos)...

 

 

Peixuxa

Raul Seixas

Entra pelas portas do fundo
Do Oceano Atlântico um cara
De baleia, terno e gravata
Seu nome é Peixuxa,
É amigo dos peixes
É gente e respira debaixo do mar
Mar, mar, mar
Ma, ma, ma, ma, mas sempre com um charuto na boca
Vai andando debaixo d'água
Vai até o mediterrâneo
Pois tem um encontro com hora marcada
Com a lua cheia para um lindo jantar
Tem gente estranha por debaixo do mundo
Tal qual Peixuxa, baixo, gordo, salgado
Tem gente estranha trabalhando nos fundo
Que não é peixe mas não morre afogado
Do, do, do, do, do, do
Ele é cordial com os peixes
Dá bom-dia quando é de dia
Boa-noite quando é de noite
E se não é de dia e se não é noite
Peixuxa, amavelmente, dá "maresia"
Seu Peixuxa antigamente
Foi chamado de Deus dos mares
"Inda" guarda em casa um tridente
E quando eu olho
O mar com petróleo
Eu rezo a Peixuxa que ele fisgue essa gente...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Novo Código de devastação ambiental



Estamos em um momento crítico. Dia (17/11), foi apresentado na Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal o texto do relator, senador Jorge Viana. Em seguida, o projeto de reforma do Código Florestal seguirá para votações.
E por que devemos nos preocupar com isso?

As mudanças propostas no projeto de reforma do Código Florestal trazem, claramente, prejuízos e impactos para comunidades florestais, rurais e urbanas, ecossistemas, florestas, biodiversidade e para a própria agricultura, que depende de solo, água e clima para ser produtiva. É possível a agricultura aumentar sua produtividade sem que haja novos desmatamentos. Para isso, é preciso investir na recuperação de áreas degradadas.   

Não podemos permitir que o projeto de reforma do Código Florestal promova desmatamento, destrua ecossistemas e coloque em risco a integridade de nossas florestas, dos nossos recursos hídricos, com consequências para toda a sociedade brasileira.

O vídeo "Código Florestal" mostra de maneira simples - mas contundente - as trágicas consequências do desmatamento para a vida das pessoas, tanto no campo quanto nas cidades.
Ajude-nos a disseminar esse vídeo para o maior número de pessoas possível, por meio de blogs, link em seus perfis das redes sociais, ou mesmo conversando sobre o assunto em casa, no trabalho e com amigos. http://www.youtube.com/watch?v=yxTv5yhUacM&noredirect=1

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Olha o progresso aí gente!!!



Metas morfóbicas


Quando o medo puxava lustro à cidade
eu era pequeno
vê lá que nem casaco tinha
nem sentimento do mundo grave
ou lido Carlos Drummond de Andrade
....................................
mas agora       morto Adamastor
tu viste-lhe o escorbuto e cantaste a madrugada
das mambas cuspideiras nos trilhos do mato
falemos dos casacos e do medo
tamborilando o som e a fala sobre as planícies verdes
a música é o brinquedo
a roda
e o sonho
das crianças que olham os casacos e riem
na despudorada inocência deste clarão matinal
que tu
clandestinamente plantaste
aos gritos

E nas quatro costas
do horizonte reacionário das paredes
uma exatidão de féretro tem precisamente
as passadas infalíveis dum recluso.
E a vida
a injúrias engolidas em seco
tem o paladar da baba das hienas uivando
enquanto no dia lúgubre de sol
os jacarandás ao menos ainda choram flores
mas de joelhos o medo
puxa lustro à cidade
ardem cidades. ardem palavras. inocentes chamas
que nomeiam amigos, lugares, objetos, arqueologias.
arde a paixão no esquecimento de voltar a dialogar com
o mundo. arde a língua daquele que perdeu o medo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

PatchaMama tenha piedade de nós!






















Prece Xamã

Meu avô é o fogo
Minha avó é a água
A Terra é minha mãe
O Grande Espírito é meu pai
O Mundo parou quando nasci
E se colocou aos meus pés
E eu irei engolir toda a Terra
Quando morrer
Assim a Terra e eu seremos um só
Salve o Grande Espírito, meu pai
Ninguém existiria sem ele
Porque não haveria a vontade de viver
Salve a Terra, minha mãe
Sem a qual o alimento não poderia ser plantado
Salve a Ventania, minha irmã
Pois ela nos traz a amorosa e fecunda chuva que nos alimenta assim como alimenta nossas plantações
Salve o fogo, meu avô
Pela sua luz, pelo seu calor e o conforto que ele nos traz
Salve meus pais e avós
Sem os quais
Nem eu
E nem você
E nem ninguém
Poderia existir
A Vida dá a Vida
Que dá a si mesma
A promessa de uma nova vida
Salve o Grande Espírito, a Terra, o vento, o fogo
Honremos com toda força os meus pais
Pois eles são os seus pais também
Ó Grande Espírito, que me deu a vida
Por favor, aceite esta oração como uma humilde oferta
Esta oferenda de devoção
Esta honesta reverência do meu amor por vocês.


Aqui se faz aqui se paga...


 

 Eu vós amo; mas posso te destruir...

 

 

 

 

 

      O homem desde o princípio se enobrece com suas descobertas e com sua racionalidade que o diferencia dos demais seres vivos, porém o que temos que comemorar são as inúmeras vezes que sobrevivemos as forças da natureza. Diante delas demonstramos nossa fragilidade e ao mesmo tempo nossa capacidade de superá-las.

                                      A fúria da Natureza

 Cada canto do planeta é afetado pela fúria indiscriminada da Mãe Natureza. De deslizamentos de terra a tornados, de secas a inundações, as forças da natureza são algumas vezes imprevisíveis e indomáveis.
Na natureza ocorrem diversos tipos de fenômenos que fazem parte da geodinâmica terrestre, (vulcões, terremotos, tsunamis, furacões) responsáveis pela estruturação da paisagem. Mas, se ocorrerem ou se deslocarem sobre um sistema social, gera uma situação potencial de perigo a pessoas e bens. Caso haja o impacto, só será considerado como desastre quando os danos e prejuízos foram extensivos e de difícil superação pelas comunidades afetadas. Se não gerar danos ou seguir sua trajetória por áreas não ocupadas, o fenômeno volta a ser considerado como um evento natural.
Os desastres naturais são classificados em:
    • Meteorológicos: furações, tufões, tornados, ciclone;
    • Hidrológicos: inundações, secas, incêndios;
    • Geológicos: terremotos, maremotos, tsunamis, vulcões
Vejamos alguns deles:

                                                          Furacão
É um fenômeno que se forma nas águas quentes (temperatura maior que 27°C) dos oceanos tropicais, no Oceano Atlântico Norte, mar caribenho, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico, apresentando temperaturas altas no seu interior e ventos girando em sentidos opostos nos níveis próximos à superfície e em níveis altos, ou seja, cerca de 12 km de altura.
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=55WSsWNVBa8

                                                             Terremoto
É um fenômeno de vibração brusca e passageira da superfície da Terra, resultante de movimentos subterrâneos de placas rochosas, de atividade vulcânica, ou por deslocamento de gases no interior da terra, principalmente o metano. O movimento é causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia sob a fome de ondas sísmicas. A maior parte dos terremotos ocorrem nas fronteiras entre as placas tectônicas ou em falhas entre dois blocos rochosos.
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=s8ZoMmxtpbc

                                                                Tsunami
O tsunami é uma onda gigantesca, com velocidade acima de 800 km/h, produzida por erupção de vulcão ou terremoto no fundo do mar, desencadeando fenômeno no oceano com reflexo nas praias de todos os continentes. Possui alto poder de destruição quando chega à região costeira.
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=j9JDzBTwiig&feature=fvst
O vídeo é em inglês mas é possível compreende-lo.

                                                               Vulcão
É uma abertura na crosta terrestre, de formato montanhoso, por onde saem magma, cinzas, gases e poeira. Esta estrutura geológica é formada, geralmente, a partir do encontro entre placas tectônicas.
Quando um vulcão entra em erupção (em atividade) pode provocar terremotos e lançar na atmosfera grande quantidade de materiais magmáticos, gerando uma ameaça para as populações que moram próximas.
Os principais vulcões do mundo são: Etna (Sicilia), Monte Fuji (Japão), Kilauea (Havai), Krakatoa (Indonésia), Monte Pinatubo (Filipinas), Vesúvio (Itália) e El Chichon (México).
Saiba mais:
http://www.youtube.com/watch?v=x6a18PMS9p8

Todos nós descendemos dos sobreviventes das grandes catástrofes pelas quais a humanidade já passou e que deixaram marcas profundas em nossa história. 
(veja.abril.com.br/especiais.../desastres_naturais/)
Existem outros fenômenos que podem assolar a humanidade com seus poderes de destruição, como por exemplo enchentes, secas, nevascas, etc. Muitos o homem pode tentar evitar ou ao menos se precaver, outros não há como evitá-los.


    Universo paralelo e antimatéria




    Os universos paralelos realmente existem?
    Algumas teorias matemáticas e físicas dão base para tal possibilidade.

    Isso é enlouquecedor e, mesmo assim, compreensível. Noções de universos ou dimensões paralelos, que se assemelham aos nossos, apareceram em trabalhos de ficção científica e foram usadas como explicações na metafísica, mas por que um jovem físico em ascensão arriscaria o futuro de sua carreira propondo uma teoria sobre universos paralelos?
    Com sua teoria dos Muitos Mundos, Everett precisou responder uma questão muito difícil relacionada à física quântica: por que a matéria quântica se comporta irregularmente? O nível quântico é o menor já detectado pela ciência. O estudo da física quântica começou em 1900, quando o físico Max Planck apresentou o conceito para o mundo científico. Seu estudo sobre a radiação trouxe algumas descobertas que contradiziam as leis da física clássica. Essas descobertas sugeriram que existem outras leis operando no universo de forma mais profunda do que as que conhecemos.
    Em um curto espaço de tempo, os físicos que estudavam o nível quântico perceberam algumas coisas peculiares nesse mundo minúsculo. Uma delas é que as partículas que existem nesse nível conseguem tomar diferentes formas arbitrariamente. Por exemplo: os cientistas observaram fótons - minúsculos pacotes de luz - atuando como partículas e ondas. Até mesmo um único fóton tem esse desvio de forma [fonte: Brown University (em inglês)]. Imagine que você fosse um ser humano sólido quando um amigo olhasse você e, quando ele olhasse de novo, você tivesse assumido a forma gasosa.
    Isso ficou conhecido como o Princípio da Incerteza de Heisenberg. O físico Werner Heisenberg sugeriu que, apenas observando a matéria quântica, afetamos seu comportamento; sendo assim, nunca podemos estar totalmente certos sobre a natureza de um objeto quântico ou seus atributos, como velocidade e localização.
    A interpretação de Copenhague da mecânica quântica apóia essa idéia. Apresentada primeiramente pelo físico dinamarquês Niels Bohr, essa interpretação afirma que todas as partículas quânticas não existem em um ou outro estado, mas em todos os estados possíveis de uma só vez. A soma total dos possíveis estados de um objeto quântico é chamada de sua função de onda. A condição de um objeto existir em todos seus possíveis estados, de uma só vez, é chamada de superposição.
    Segundo Bohr, quando observamos um objeto quântico, afetamos seu comportamento. A observação quebra a superposição de um objeto e o força a escolher um estado de sua função de onda. Essa teoria explica por que os físicos obtiveram medidas opostas em relação ao mesmo objeto quântico: o objeto "escolheu" estados diferentes durante diferentes medidas.
    A interpretação de Bohr foi amplamente aceita e ainda o é por grande parte da comunidade que estuda física quântica, mas ultimamente a teoria de Everett dos Muitos Mundos tem recebido muita atenção.
    Leia a próxima seção para descobrir como funciona a interpretação dos Muitos Mundos.

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Heiaaaaa progresso...


    Heia que eu vou chamar
    Ao privilégio ruidoso e ensurdecedor de saudar-te
    Todo o formilhamento humano do Universo,
    Todos os modos de todas as emoções
    Todos os feitios de todos os pensamentos,
    Todas as rodas, todos os volantes, todos os êmbolos da alma.
    Heia que eu grito
    E num cortejo de Mim até ti estardalhaçam
    Com uma algaravia metafisica e real,
    Com um chinfrim de coisas passado por dentro sem nexo.

    Ave, salve, viva, ó grande bastardo de Apolo,
    Amante impotente e fogoso das nove musas e das graças,
    Funicular do Olimpo até nós e de nós ao Olimpo.

    Melancolica melodia da multiplicação






    Claudney Alvarenga






    Um rio serpenteia montanhas saciando a sede do rebanho
    Nos seus cascos carregam um entardecer estranho
    O Rio que também é um peixe de brilhantes escamas
    Anuncia para o amanhã um terrível mar de lamas.


     


     




     
    Tudo tão já com hora e datas marcadas
    Quem é o mandarim que dá as cartas?
    Com a inocência de uma deslumbrada menina
    Compramos um pássaro voando nos céus da China.


     


    A fórmula da tristeza é água e sal
    Do pranto que pressente um grande mal.
    E vão se juntar ás águas do meu triste chorar
    Aumentando o volume dos tubos que vão para o mar.


     


     
    Para os capitalistas só interessa o progresso real
    Por que um coração humano e não de metal?
    Lágrimas derramadas só de diamantes
    Que não molha risca os olhos de vidros distantes.




     
    Mas as injustiças, as fomes, as sedes que habitam a cidade
    Serão para muitos uma caótica realidade.
    Poderão ser resolvidas “vagamente”
    Sufocando com o vil minério nossa pobre gente.