segunda-feira, 30 de abril de 2012

Beija flor...levando no bico!


 WWF - BRASIL
Para: Claudney Alvarenga em Dom Joaquim - MG
  Obrigado por seu apoio!

Nós temos pouco tempo, mas há muito em jogo. As alterações propostas no Código Florestal podem significar muita devastação de florestas no Brasil. Apenas a presidente Dilma Rousseff pode vetar parte ou todas as mudanças propostas e evitar uma catástrofe ambiental.

Nossa força está no número de pessoas que apóiam nosso trabalho. Convide todos os teus amigos que se preocupam com o meio ambiente a participarem desta ação!

    
Por favor, compartilhe este link:
http://www.wwf.org.br/vetadilma

Obrigado,
Equipe WWF-Brasil

Tempo Relativo



Existem algumas coisas na nossa vida em que sempre poderemos confiar não é mesmo, o sol irá nascer todas as manhãs, as estações do ano sempre irão mudar e o tempo inevitavelmente caminhará em frente de forma bem previsível. Bom claro exceto que o sol na verdade não nasce, as estações do ano estão desaparecendo e o tempo, bom o tempo você vai descobrir agora.
Provavelmente não vivamos no presente.
E se lhe fosse dito que o presente na verdade é um pouco no passado?
É basicamente como se existisse um delay, como em uma transmissão de televisão e o seu cérebro está ali editando e censurando para sua conveniência.
Este delay não é muita coisa, o que são 80 milissegundos entre você e seu corpo? Nada, certo? Bom um grupo de neurocientistas discordam. Eles efetuaram testes e experimentos que alteram a percepção do tempo, isto para provar que este delay pode mudar a sua perspectiva de causa e efeito. Por exemplo, em um dos experimentos foi pedido que o voluntario apertasse um botão no qual acenderia um flash de luz, neste momento existe um pequeno delay. Então após algumas tentativas, os voluntários começaram a ver o flash imediatamente após pressionar o botão, isto significa que o cérebro se acostumou com este delay e decidiu edita-lo, o tirando fora, bem legal né? Mas está não é a parte maluca da historia.
Quando os cientistas removeram o delay, os voluntários começaram a ver o flash antes de eles pressionarem o botão. O cérebro tentando reconstruir os eventos se embananou todo e trocou à ordem e acabou acontecendo de eles verem vendo primeiro a reação e depois a ação. 

Acha que isso é mentira? Toque seu nariz e o seu dedo do pé ao mesmo tempo. Pela logica você deveria sentir seu nariz primeiro, por que ele está mais perto do seu cérebro, enquanto o seu dedo do pé esta totalmente oposto em relação ao seu cérebro e com isso o sinal sensorial teve de viajar bastante até atingi-lo e ainda assim você os sente ao mesmo tempo. Isto ocorre por que seu cérebro está sempre tentando sincronizar as informações sensoriais que ele recebe do seu corpo de uma forma que faça sentido para você.

Quanto mais alto você estiver, mais rápido envelhecera.
Em um experimento recente cientistas, colocaram dois relógios atômicos em duas mesas, então subiram uma das mesas 33 centímetros, e descobriram que o relógio que estava mais alto estava rodando mais rápido que o relógio que estava mais baixo, fique tranquilo mora em cidades próximas ao nível do mar não fara você ser o mais novo da sua turma, pois a diferença obtida seria algo em torno de 90 bilionésimos (um bilionésimo = 0,000000001) de um segundo em 79 anos.
Estes foram os relógios mais precisos já construídos, e a única diferença entre eles era a sua distancia da terra. Isto significa que as pessoas que vivem em lugares mais altos envelhecem um pouco mais rápido que as pessoas que estão ao nível do solo.
Este efeito é chamado dilatação do tempo (como Einstein previu em sua teoria da relatividade), e acontece porque, quanto mais perto do solo você esta, mais você é afetado pela gravidade da terra e com isso mais lentamente o tempo se move. Contrario a isso, quanto mais alto você esta, mais fraca é a gravidade e o tempo se acelera.
De qualquer forma é uma quantidade de tempo insignificante para sua vida e não terá impacto nenhum no tempo que você ficará por aqui. Nenhum impacto até você usar um GPS, isso ocorre por que o relógio dentro do satélite de GPS roda 38 microssegundos por dia mais rápido que o mesmo relógio rodaria na Terra, então um computador tem que ficar constantemente ajustando tudo para arrumar essa diferença. Se esses ajustes não ocorressem as consequências seriam desastrosas, por exemplo, em apenas um dia todo o sistema iria apontar 10 quilômetros fora do destino certo.

Quanto mais rápido você se mover, mais lento o tempo será.
Se você deu uma lida nos links mencionados anteriormente já deve saber que o quanto mais rápido você viajar mais lentamente o tempo se movera. E graças a Einstein você certamente sabe que viajando a velocidade da luz o tempo praticamente para. Mas você não precisa estar na velocidade da luz para o tempo desacelerar, carro 1.0 pode fazer isto também.
 Novamente os cientistas colocaram relógios atômicos a uma velocidade de apenas 35 quilômetros por hora, então, por exemplo, se você estivesse voltando do serviço a uma velocidade de cerca de 35 quilômetros por hora, iria acontecer de o tempo se mover
0.0000000000000001 mais lentamente do que se você estive parado.
Em outro experimento, um relógio atômico foi levado a bordo de um avião em uma viajem ao redor do mundo e o outro ficou parado. Antes de partir ambos os relógios foram sincronizados perfeitamente, entretanto o relógio após voltar de uma viajem de 50 horas, veio 230 nano segundos atrasado em relação ao relógio que ficou parado.
Então o relógio ganhou tempo por estar distante da terra em relação ao que estava no solo, entretanto, perdeu mais tempo apenas por estar indo mais rápido. Mais estranho que isto é o fato de que da perspectiva do relógio no avião, o relógio parado é o que esta rodando mais rápido que o normal. Na verdade você não sente o tempo acelerando ou desacelerando, apenas alguém fora das condições que você esta pode dizer a diferença.
O tempo não é igual para todos

O cientista brasileiro Marcelo Gleiser em seu blog postou um estudo realizado com mais quatro cientistas para provar que o tempo para o cérebro é relativo. Em um dos experimentos, ele treinou ratos de laboratório para empurra uma alavanca após certo período de tempo, e descobriu que: o exato intervalo pode ser diferente dependendo das condições atuais dos ratos, isso significa que 10 segundos podem às vezes ser igual há 30 segundos, e 30 segundos podem parecer 90 segundos, e assim em diante. Mas você não precisa de ratos de laboratório para saber disso, certamente alguma vez em sua vida alguém em uma festa ou evento veio lhe falar sobre seu ponto de vista sobre esse ou aquele candidato a presidência do Brasil, e na verdade você não concorda nem um pouco com aquilo, mas fica um tempo ali para não parecer grosseiro, não é verdade?
Bom de acordo com o estudo, isto ocorre por que não existe apenas um relógio que dita o tempo em seu cérebro: existem múltiplos relógios no seu cérebro, todos funcionando a diferentes velocidades. Então basicamente, a pessoa voltando de casa, a pessoa seguindo as coordenados de GPS e o cara tentando formular uma estratégia para sair daquela situação na festa todos coexistem em nossas cabeças e é nosso cérebro que decide qual o relógio que ele usara para aquela situação.
Existem varias coisas que podem alterar nossa percepção de tempo, como drogas, desordens mentais, idade avançada e até a distancia. Então não deixe ninguém te esperando, aquilo pode ser uma eternidade.
Viagem no tempo é possível (teoricamente)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sede de verdade nos quintais da Cidade...


 Parecer Único do SISEMA= SISTEMA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE

 Adendo ao Parecer Único SISEMA N.º 001/2008
Processo COPAM N.º 00472/2007/001/2007*

*Para ter acesso ao documento na íntegra pergunte ao ORÁCULO: GOOGLE

sábado, 21 de abril de 2012

Se o rádio não toca...

Que as redes sociais se transformaram no grande megafone desta década já não é novidade para ninguém. Quem não tem um amigo ou um parente que recorreu a amplitude de alcance do Twitter, Facebook e congêneres para reclamar seus direitos de consumidor? Se por um lado os clientes se fortalecem com esta ferramenta, por outros as empresas não podem se deixar enfraquecer devido a elas e precisam se adaptar a estes novos tempos.




Atualmente, as condições para o exercício dessa liberdade e o respeito a esse direito são muito desiguais, visto que os canais de mídia, elementos indispensáveis à efetivação desse direito, estão concentrados nas mãos de poucos grupos, cuja prática impõe limites à liberdade de expressão em nosso país, além de ser fortemente marcada pela prevalência de interesses privados em detrimento do interesse público.

Assim, não basta denunciar e combater ações que atentem contra a liberdade de expressão; é preciso também propiciar meios para que todos os cidadãos e cidadãs brasileiros tenham plenas condições de exercê-la.


Enquanto houver limitações ou dificuldades de natureza econômica, cultural, social, técnica e política para o exercício desse direito, é dever do Estado desenvolver ações no sentido de garantir que o maior número possível de cidadãos possa produzir, disseminar e acessar informações e cultura.

Ademais, a promoção dos direitos à liberdade de expressão e à comunicação é condição para o pleno exercício da democracia em qualquer país. Sendo os meios de comunicação os principais instrumentos de circulação de ideias e valores, espaço de consumo de informação e cultura pelos cidadãos (ãs), devem então refletir a pluralidade e a diversidade da sociedade, pré-requisito da verdadeira democracia.


ENTENDEMOS QUE:

Vivemos numa sociedade multicultural e plural em que a liberdade é um dos principais pilares de sustentação;
A liberdade só é possível se houver a concretização da liberdade de consciência e de expressão;
A liberdade de consciência tem a ver com o que cada indivíduo crê interiormente, enquanto que a liberdade de expressão é a manifestação externa dessas crenças;

terça-feira, 17 de abril de 2012

Poeira e doenças respiratórias


Materiais sólidos em suspensão na atmosfera, como poeira, pó e fuligem. 

O tamanho das partículas é o critério utilizado para a classificação destes materiais. Partículas mais grossas ficam retidas no nariz e na garganta, provocando incômodo e irritação, além de facilitar que doenças como gripe se instalem no organismo. Poeiras mais finas podem causar danos ao aparelho respiratório e carregar outros poluentes "de carona" para os alvéolos pulmonares, provocando efeitos crônicos como doenças respiratórias, cardíacas e câncer. As pessoas que permanecem em locais muito poluído por partículas inaláveis, são mais vulneráveis a doenças de forma geral.
Material Particulado (MP) Material Particulado (MP), Partículas Totais em Suspensão(PTS), Partículas Inaláveis (MP10) e Fumaça (FMC).
Sob a denominação geral de Material Particulado se encontra um conjunto de poluentes constituídos de poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que se mantém suspenso na atmosfera por causa de seu pequeno tamanho. As principais fontes de emissão de particulado para a atmosfera são: veículos automotores, processos industriais, queima de biomassa, ressuspensão de poeira do solo, entre outros. O material particulado pode também se formar na atmosfera a partir de gases como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e compostos orgânicos voláteis (COVs), que são emitidos principalmente em atividades de combustão, transformando-se em partículas como resultado de reações químicas no ar.
O tamanho das partículas está diretamente associado ao seu potencial para causar problemas à saúde, sendo que quanto menores maiores os efeitos provocados. O particulado pode também reduzir a visibilidade na atmosfera.
O material particulado pode ser classificado como:
Partículas Totais em Suspensão (PTS) Podem ser definidas de maneira simplificada como aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 50 µm. Uma parte destas partículas é inalável e pode causar problemas à saúde, outra parte pode afetar desfavoravelmente a qualidade de vida da população, interferindo nas condições estéticas do ambiente e prejudicando as atividades normais da comunidade.
Partículas Inaláveis (MP10) Podem ser diferentes de maneira simplificada como aquelas cujo diâmetro aerodinâmico é menor que 10 µm. As partículas inaláveis podem ainda ser classificadas como partículas inaláveis finas – MP2,5 (<2,5µm) e partículas inaláveis grossas (2,5 a 10µm). As partículas finas, devido ao seu tamanho diminuto, podem atingir os alvéolos pulmonares, já as grossas ficam retidas na parte superior do sistema respiratório.


Fumaça (FMC) Está associada ao material particulado suspenso na atmosfera proveniente dos processos de combustão. O método de determinação da fumaça é baseado na medida de refletância da luz que incide na poeira (coletada em um filtro), o que confere a este parâmetro a característica de estar diretamente relacionado ao teor de fuligem na atmosfera.
Dióxido de Enxofre (SO2) Resulta principalmente da queima de combustíveis que contém enxofre, como óleo diesel, óleo combustível industrial e gasolina. É um dos principais formadores da chuva ácida. O dióxido de enxofre pode reagir com outras substâncias presentes no ar formando partículas de sulfato que são responsáveis pela redução da visibilidade na atmosfera.
Monóxido de Carbono (CO) É um gás incolor e inodoro que resulta da queima incompleta de combustíveis de origem orgânica (combustíveis fósseis, biomassa, etc). Em geral é encontrado em maiores concentrações nas cidades, emitido principalmente por veículos automotores. Altas concentrações de CO são encontradas em áreas de intensa circulação de veículos.
Ozônio (O3) e Oxidantes Fotoquímicos “Oxidantes fotoquímicos” é a denominação que se dá à mistura de poluentes secundários formados pelas reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de luz solar, sendo estes últimos liberados na queima incompleta e evaporação de combustíveis e solventes. O principal produto desta reação é o ozônio, por isso mesmo utilizado como parâmetro indicador da presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera. Tais poluentes formam a chamada névoa fotoquímica ou “smog fotoquímico”, que possui este nome porque causa na atmosfera diminuição da visibilidade.


Além de prejuízos à saúde, o ozônio pode causar danos à vegetação. É sempre bom ressaltar que o ozônio encontrado na faixa de ar próxima do solo, onde respiramos, chamado de “mau ozônio”, é tóxico. Entretanto, na estratosfera (a cerca de 25 km de altitude) o ozônio tem a importante função de proteger a Terra, como um filtro, dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol.
Hidrocarbonetos (HC) São gases e vapores resultantes da queima incompleta e evaporação de combustíveis e de outros produtos orgânicos voláteis. Diversos hidrocarbonetos como o benzeno são cancerígenos e mutagênicos, não havendo uma concentração ambiente totalmente segura. Participam ativamente das reações de formação da “névoa fotoquímica”.
Óxido de Nitrogênio (NO) e Dióxido de Nitrogênio (NO2) São formados durante processos de combustão. Em grandes cidades, os veículos geralmente são os principais responsáveis pela emissão dos óxidos de nitrogênio. O NO, sob a ação de luz solar se transforma em NO2 e tem papel importante na formação de oxidantes fotoquímicos como o ozônio. Dependendo das concentrações, o NO2 causa prejuízos à saúde.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Gato X Lebre


10 dicas para evitar golpes nas compras on-line :


1º) Dar preferência a sites de lojas reconhecidas.
Atualmente 90% das compras registradas na Internet brasileira são feitas em lojas de marcas tradicionais e com um Índice muito perto do zero em termos de fraudes e problemas. Os outros 10% são feitas em cerca de 5 mil pequenas lojas.

Mas lembre-se mesmo as grandes Lojas Virtuais tem suas pegadinhas: Ex: Expor uma mercadoria de boa marca com preço bom; mas quando você efetua a compra eles dizem que não tem em estoque e lhe propõem um troca por outro produto de outra marca; ou a devolução do dinheiro em 10 dias.



2º) Verificar se a loja tem central de atendimento
No caso de uma loja desconhecida, o fato de ela ter uma central de atendimento revela uma preocupação em atender bem ao cliente, o que soma pontos a favor da concretização da compra. Mesmo os golpistas dispõem de "CALL CENTER" mas nunca te atendem quando o golpe foi aplicado. Boas lojas te ligam quando ocorrem problemas; não esperam você ligar reclamando!

3º) Entrar em contato com
A central de atendimento para verificar se as condições oferecidas no site são realmente as que serão praticadas.E principalmente se tem mesmo; o produto em estoque!

4°) Verificar a forma de pagamento.
Lojas que aceitam pagamentos com cartões devem ser as preferidas já que as bandeiras e os emissores de cartões fazem uma avaliação criteriosa da empresa antes de permitir que a mesma ofereça esta opção. Nunca pague com Cartão de Crédito em lojas desconhecidas! Prefira a boleta.





5°) Desconfiar de condições muito favoráveis...quando a esmola é muita...



6º) Consultar a política de devolução e de troca, que deve estar exposta na home da loja.

7º) Preferir lojas que apresentem o Cadeado indicando ambiente seguro contra invasões.


8°) Atentar para a classificação do vendedor em sites de leilões.
Os sites de leilões tem muita dificuldade cm controlar a qualidade do produto vendido por que essa venda é feita diretamente por uma pessoa física. O sistema de classificação adotado por alguns desses sites ainda é um processo em evolução, mas já serve como um indicativo.

9°) Nunca clicar em links de sites enviados por e-mails de desconhecidos.
Sugerir este tipo de atitude é uma estratégia utilizada por fraudadores que querem na verdade instalar programas espiões em sua máquina e roubar os dados para futuros golpes.

10°) Verificar no browser se o endereço do site corresponde ao que você esta navegando.
Outra pratica dos criminosos virtuais é criar sites falsos parecidos com o de marcas famosas para enganar os internautas. Se o endereço que estiver no browser for diferente do que o nome do site utilizado, desconfie.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

OXI GÊNIO$$$...


CRÉDITO DE CARBONO

Crédito de carbono deve ter giro de US$ 6 bilhões no Brasil
SÃO PAULO - A BM&F Bovespa realizará no próximo dia 8 de abril o primeiro leilão de créditos de carbono no mercado voluntário. Ao todo serão leiloadas 180 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente (a unidade corresponde a um crédito de carbono), em três lotes de 60 mil cada um. Os dois primeiros lotes têm valor de saída de R$ 10. Para o último lote, o preço será de R$ 12. O maior lance vencerá o leilão on-line, cujo tempo máximo será de 15 minutos. A expectativa da Bolsa é captar acima de R$ 2 milhões.
 UMA DAS FORMAS PARA TER CRÉDITO DE CARBONO

A expectativa do mercado mundial é de que a venda de créditos (asset) gere US$ 170 milhões este ano, sem a entrada do governo norte-americano na conta. Ano passado, o mundo negociou US$ 125 milhões em CO2 equivalente. Em 2020, a previsão é de movimentar US$ 3 trilhão no mundo e US$ 6 bilhões no Brasil.
Segundo o Banco Mundial, os principais compradores de créditos entre janeiro de 2004 e abril de 2005 foram o Japão (21%), a Holanda (16%), o Reino Unido (12%) e o restante da União Europeia (32%). Em termos de oferta de créditos (volume), a Índia lidera o ranking, com 31%. O Brasil possui 13% do share, o restante da Ásia (inclusive China) tem 14%, e o restante da América Latina, 22%.
Para o banco, o Brasil será beneficiado como vendedor de créditos de carbono e também como alvo de investimentos em projetos engajados com a redução da emissão de gases poluentes, como é o caso, por exemplo, do biodiesel. Pela projeção da instituição, o País poderá ter uma participação de 10% no mercado de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), equivalente a US$ 1,3 bilhão em 2007.

Levantamento do mercado aponta que os projetos na área de biocombustíveis equivalem a 50% dos projetos de redução da emissão de carbono no Brasil. O diretor executivo da Cantor CO2 - empresa de serviços financeiros para os mercados de energia e meio ambiente -, Divaldo Rezende, explica que existem dois grandes mercados mundiais: o voluntário e o regulado. O primeiro é feito por países e empresas que não têm obrigação de reduzir a emissão de CO2, como é o caso do Brasil. Por sua vez, o segundo mercado, o regulado, existe para países e empresas que são obrigados a reduzir os níveis do poluente, nos quais o não-cumprimento da meta implica multa. "A tendência é que o mercado voluntário seja incorporado antes de o mercado estar regulado."
A negociação de contratos futuros de crédito de carbono já ocorre na Bolsa de Chicago e em países como Canadá, República Tcheca, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega e Suécia. Futuramente, entrará em vigor o mercado regional europeu, batizado de European Union Emission Trading Scheme. Rezende destaca que gerar créditos de carbono não é um processo simples. Ele exemplifica citando a construção de uma linha de metrô. "É preciso avaliar se o carbono foi importante ou não para executar a obra. Depois disto há a verificação de entidades independentes, para gerar o título ou não. O passo seguinte é negociar", complementa.
O diretor executivo ressaltou que a cotação do asset caiu durante a crise financeira, porque os bancos se desfizeram dos papéis, com o que o preço despencou. "A cotação era de 33 euros antes da crise; já pela cotação da terça-feira o valor era pouco mais de 11 euros. O preço, porém, deve subir em breve". Segundo ele, hoje, a exportação de carbono já ocupa a 17ª posição na pauta de comércio brasileira.Leilão Para o gerente de Produtos da BM&F Bovespa, Guilherme Fagundes, a maior dificuldade de se fazer um leilão deste tipo de ativo era a comprovação de que ele é único e a não-negociação dupla do produto. "Hoje existe um sistema que funciona de forma similar à de um banco, que garante que o título é único", afirma o gerente. De acordo com Fagundes, quando a empresa compradora utiliza o certificado para neutralizar a emissão, o contrato torna-se inválido, e nunca mais será negociado novamente. "É a grande garantia para o comprador e para o emissor." Outra forma de utilização do título é a negociação em mercados futuros. "Muitos compradores revendem, como se faz com um título, e especulam o preço para ganhar dinheiro", explicou.

Ele projeta que quando o mercado de carbono amadurecer será possível a venda "a termo", não somente "à vista". "Hoje é preciso ter uma cesta de projetos reunidos para que a Bolsa possa efetuar o leilão. Os leilões serão feitos caso a caso, projeto a projeto. A Bovespa garante a transparência e credibilidade." Fagundes afirmou que a documentação dos interessados deve ser entregue em corretoras cadastradas na Bovespa até o dia 5 de abril. De acordo com a Bovespa, os créditos a serem leiloados foram gerados a partir de nove projetos de biomassa renovável em cerâmicas localizadas em São Paulo (Panorama, Paulicéia), Pará (São Miguel do Guamá), Pernambuco (Lajedo, Paudalho), Sergipe (Itabaiana), Minas Gerais (Ituiutaba) e Rio de Janeiro (Itaboraí).
COMO VENDER CRÉDITO DE CARBONO ??????
Hoje, os volumes mundiais do Mercado de Carbono são estimados em 1,5 bilhão de Euros por ano Os Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. O Protocolo de Kyoto obrigou os paises industrializados e responsáveis por 80% da poluição mundial a diminuírem suas emissões de gases formadores do efeito estufa, como o monóxido de carbono, enxofre e metano em 5,2%, base 1990, entre os anos de 2008 e 2012.O sistema criado pelo Protocolo chama-se MDL – Mecanismo do Desenvolvimento Limpo.


Por esse mecanismo os países ricos compram o direito de poluir, investindo em projetos que são postos em prática nos países em desenvolvimento.Há várias empresas autorizadas pela ONU a desenvolverem projetos para redução de emissões de gases. Entre as atividades mais indicadas são a substituição de óleo diesel ou carvão mineral em caldeiras por biomassa ou biodiesel, substituição do óleo diesel de geradores por biodiesel, reflorestamento, captação do gás metano de aterros sanitários ou fazendas de suínos e a substituição total ou parcial do óleo diesel pelo biodiesel em caminhões, ônibus, tratores, locomotivas, barcos e outras atividades previstas no MDL.As empresas poluidoras compram em bolsa ou diretamente das empresas empreendedoras as toneladas de carbono seqüestradas ou não emitidas através de um bônus chamado Certificado de Redução de Emissões (CER). Cada tonelada de carbono está cotada hoje (agosto/2006) entre $15 e $18 euros (há um ano eram $5 euros), valor que deve ir a $30 ou $40 Euros entre 2008 e 2012, quando a economia de 5,2% tornar-se obrigatória.

As quantidades de toneladas de CO2 ou outros gases economizadas ou seqüestradas da atmosfera, são calculadas por empresas especializadas de acordo com determinações de órgãos técnicos da ONU. Por exemplo, uma tonelada de óleo diesel trocado por biodiesel gera o direito a 3,5 toneladas de créditos. Um hectare de floresta de eucalipto absorve por hectare, por ano, 12 toneladas de gás carbônico. Um grande aterro sanitário que capte o metano e o transforme em eletricidade, pode ter o direito a milhões de toneladas de créditos por ano.Fonte: Jornal do Meio Ambiente


Negociações sobre crédito de carbono são ilegais
Os índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área na floresta amazônica.
  O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, afirmou que os contratos assinados entre comunidades indígenas e empresas que negociam crédito de carbono são ilegais. Apesar de defender a regulamentação do mecanismo, a Funai ainda não apresentou uma proposta de marco legal à Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça.

"O projeto que tramitava no Congresso foi arquivado. Temos defendido que o crédito de carbono é uma possibilidade interessante, mas que precisa passar por uma regulamentação," destacou Meira.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou no último domingo que por R$ 120 milhões os índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área na floresta amazônica. O negócio garantiria à empresa "benefícios" sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena. Pelo menos 35 contratos foram fechados nos mesmos termos.

"Todo esse crédito de carbono negociado até agora não tem validade. É moeda podre", ressaltou o presidente da Funai. Os contratos assinados com os indígenas foram remetidos à Advocacia Geral da União (AGU), que vai investigar a validade dos documentos. Responsável por defender a União, a AGU estuda medidas judiciais contra as empresas estrangeiras que compram os direitos sobre a biodiversidade de tribos indígenas.

Com relação às comunidades indígenas, a Funai informou que está orientando as lideranças sobre os mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) e especificamente sobre possíveis projetos e contratos. A fundação defende ainda criação de um Comitê Nacional de Redd, para monitorar a implantação das iniciativas e regular a execução dos recursos financeiros, e de um Fundo, para garantir o acesso e a repartição dos benefícios.